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13 de março de 2015

Arte Convida: Entrevista com Assiz de Andrade, autora de Olha em Negativo: Contos de um Instante



Hoje temos uma entrevista com uma autora de um livro de contos, a primeira do gênero entrevistada aqui. Assiz de Andrade é o pseudônimo de Rejane Marques, autora do livro Olhar em Negativo: Contos de um Instante, publicado pela Editora Ficções.

Fiquem conosco e vamos conhecer um pouco mais sobre ela e seu trabalho?



Sobre a autora

Pseudônimo: Assiz de Andrade

Nome: Rejane Marques

Idade: 27 anos

Cidade: Rio de Janeiro, RJ

Formação: Jornalismo

Profissão: Escritora









Como e quando começou a ler gostar de literatura?

Desde a infância, por causa das leituras indicadas pela escola. Assim fui descobrindo nossos autores e, depois por conta própria, autores de outros países.

Qual seu lugar preferido para ler?

Na cama, antes de dormir ou assim que acordo.

Quando iniciou a sua vida como escritora? O que escrevia?

Comecei escrevendo poesia, na adolescência, até desenvolver a prosa a partir das mesmas poesias. Eu as estendia, dava continuidade aos versos e alterava o formado, transformando em contos.

Há escritores ou pessoas com ligação à literatura na sua família de forma que possam ter influenciado isso na sua vida?

Não, apenas leitores.

Tem algum lugar/momento preferido para escrever?

Assim que acordo. É quando estou mais disposta e tenha mais facilidade para escrever.

Quais seus gêneros preferidos e influências literárias?

Os romances clássicos da literatura brasileira e mundial. Os contos de Rubem Fonseca e Nelson Rodrigues. As crônicas de Clarice Lispector. E alguns teóricos da filosofia, sociologia e comunicação.
Minhas influências vêm desses grandes autores, teóricos e estudiosos.
Os principais são: Machado de Assis, Clarice Lispector, Rubem Fonseca, João Ubaldo, Chico Buarque, Dostoievski , Oscar Wilde, Balzac. A poesia de Calos Drumonnd, Mario Quintana, Waly Salomão.  E os teóricos, Nietzsche, Bauman, McLuhan e Shoppenhouer, entre outros autores.

Quais seus autores/obras prediletas?

Os autores foram citados acima, as obras que mais me influenciaram foram:  Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, A Hora da Estrela, Viva o Povo Brasileiro, O Retrato de Dorian Gray, Crime e Castigo, Ilusões Perdidas, Madame Bovary.
E os livros teóricos, Os Meios de Comunicação Como Extensão do Homem, O Anticristo, Crepúsculo dos Ídolos, Além do Bem e do Mal, Amor Líquido, Vida em Fragmentos, Do Ofício do Escritor, entre outros.

Como foi a busca pela chance de publicação?

Eu mandei os originais do livro para muitas editoras, algumas me responderam. Dentre as propostas, a que mais pareceu se manter aberta ao formato que eu pretendia para o livro, com ilustrações e subdivisões de acordo com o tema de cada conto, foi a Ficções. E o que também me fez optar por ela foi a capacidade de distribuição que a editora oferece.

Você fez evento de lançamento? Como foi?

Ainda não. E não sei se vou fazer.

Você teve apoio de amigos e familiares?

Sim, sempre me apoiaram.


Você acompanha o surgimento de novos autores nacionais?

Eu procuro estar lendo, principalmente na internet, publicações de autores que não conheço, sejam novos ou não, e quando o estilo me chama a atenção, eu acompanho suas publicações, online e impressas.



Qual mensagem ou dica você tem para novos autores que sonham em publicar seu livro?

Sejam extremamente autocríticos e acreditem no tempo e na capacidade de evolução constante que ele oferece à nossa escrita. Eu procuro nunca publicar nada de 'bate-pronto', logo depois que escrevo, por mais que eu tenha gostado do resultado. Aprendi que, para o autor, a primeira impressão pode ser muito traiçoeira. Então, sempre edito pelo menos três vezes tudo o que crio, dando um intervalo de alguns dias entre uma edição e outra. E sempre me impressiono como cada nova edição torna o texto
melhor, por mais que já esteja bom.

Que novo autor você nos indicaria?

Eu gosto muito da poesia do Fagner Gabriel, um poeta de São Gonçalo. Conheci o trabalho dele através de uma antologia e passei a companhar suas publicações. Infelizmente seu livro de crônicas ainda está sendo editado, então não vou poder indicar um título específico. Porém, fica o nome do poeta.

Página do Fagner: https://www.facebook.com/fagner.gabriel.18

Fanpage do Livro:  http://OlharEmNegativo.blogspot.com

A música de alguma forma influencia no que você escreve, se fazendo presente de algum jeito?

Sim, desde o princípio. Pois quando escrevo poesia, as faço em comunhão com uma melodia. Por mais que não venham a se transformar em música, e meus contos partem de uma base poética.
A prosa, por sua vez, vem sempre da extensão do conto. Quando eu percebo que aquele personagem e enredo poderiam render um bom romance.

Quais seus hobbies?

Escrever, ler, ouvir música, tocar violão, desenhar, correr, sair à noite, mesmo que não seja para fazer nada.

Se pudesse escolher um lugar do mundo inteiro para passar um tempo, que lugar escolheria? Por quê?

Quando penso em cada cidade que tenho vontade de conhecer, sempre me imagino morando nela, mesmo que por um curto período; mas nunca a visitando apenas a passeio. Pois acredito que visitar alguns pontos turísticos e passar alguns dias não são suficientes para que conheçamos realmente o ritmo da cidade e a forma como a vida se desenvolve nela.
Entre os lugares que escolheria estão Vancouver, pela beleza natural e o clima, frio. Londres, pela carga cultural que a cidade oferece e Lisboa, pelo mesmo motivo que gostaria de conhecer Londres.

Você tem animais de estimação?

Sim, tenho cinco gatas, amo cada uma delas e não consigo me imaginar vivendo sem tê-las por perto.

Tem trabalhado em novos projetos?

Sim. Dois romances e um livro de poesias. Os dois primeiros se intitulam O Caçador de Impressões e O Teatro das Manifestações. E o livro de poesias, Aqui Estão! Amores, Temores, Delírios. Todos estão em processo de edição. Além disso, continuo publicando contos e crônicas no blog O Avesso do Espelho (redutonegativo.blogspot.com) e na página do facebook (fb.com/AssizdeAndrade)



Contatos

Página do Livro: Olhar em Negativo

Facebook da autora: Assiz de Andrade


Sinopse


O livro de contos, ilustrado, publicado pela Editora Ficções apresenta a narrativa de momentos críticos, que descortinam um novo olhar sobre a realidade a partir de compreensões íntimas. Fazendo nascer nos personagens uma nova interpretação do entorno, dos próprios sentimentos e da percepção de si mesmo.

Com um olhar voltado para combustão emocional e envolvendo temas e contextos passíveis de serem vivenciados por indivíduos pós-modernos, é promovido um mergulho em instantes de ansiedade, tensão, tristeza, indecisão, embriaguez, frustração, entre outras sensações que provocam no ser o choque trazido pelo desequilíbrio emocional ou pelo instante de esclarecimento.




7 de março de 2015

Hangout de Autores Nacionais

Hoje faço uma homenagem à uma pessoa que me ensinou algo mesmo sem querer. O ensinamento é a forma que a descrevo em uma frase abaixo.

Descrevendo Camila Deus Dará em uma frase: "Porque escrever não basta."

Deixo vocês agora com um pequeno poema que compus sobre essa moça criativa e cheia de vontade de ajudar aos outros e claro, o vídeo do Hangout. Não deixem de conferir!

Proque escrever não basta...

As atitudes projetam, "internet a dentro",
Oque leem os olhos castanhos, escuros talvez?
Os mesmos olhos que não veem barreiras
Entre fantasia, terror, suspense, distopia e poesia

Pois a literatura, assim como a arte em si
É uma faca de dois gumes,
De um lado temos nossas ideias sintetizadas no papel
E do outro  aqueles que nelas creem e interagem.

Talvez quem faça a arte seja mesmo quem as reconhece como tal
Mas não sem antes essa mesma arte reflitir
Nos espelhos que protegem aqueles olhos que a lê.

- Willian Carvalho.


Meus parabéns pela inciativa moça!


20 de fevereiro de 2015

Arte Convida: Entrevista com Juliana Daglio - Uma Canção Para a Libélula (Parte 1)





Depois de uns dias sem entrevistas, além de me desculpar pela ausência gostaria de agradecer a todos que acompanham as postagens do blogue. Hoje temos aqui a entrevista com Juliana Dalgio, autora de Uma canção para a libélula, o primeiro da trama e que está sendo publicado pela Deuses Editora.

Vamos saber um pouco mais sobre a Juliana em si, bem como sua história com a literatura entre outras coisas. Fiquem a vontade para comentarem e interagirem. Vamos à mais uma entrevista.


Sobre a autora:

Nome: Juliana Daglio

Idade: 25 anos

Cidade: Bauru, SP

Formação: Psicologia

Profissão: Psicóloga Clínica

Livro: Uma canção para a libélula

Editora: Deuses Editora






Comprar aqui



Como e quando começou a ler gostar de literatura?

Comecei a ler aos cinco anos de idade, através de contos de fadas e livros infantis. Logo, eu entrei em contato com os livros logo que comecei a ler!

Qual seu lugar preferido para ler?

Minha cama! Adoro ler com as pernas esticadas. Hahahha
Mas se não estiver em casa, ou com o risco do sono atacar, consigo me ajustar a qualquer lugar. Até o ponto de ônibus é um bom lugar, só que sempre corro o risco de perder o meu.

Quando iniciou a sua vida como escritora? O que escrevia?

Comecei a mostrar interesse pela escrita logo na infância, mas minha primeira obra (rascunho de obra) foi na sétima série, num concurso de poesia na escola. Eu nem esperava ganhar, mas aconteceu!
Na faculdade, aos 19 anos, comecei a escrever Uma Canção para a Libélula, e essa foi minha primeira tentativa com literatura. O que deu certo! Hoje tenho esse livro publicado e já estou com outros projetos engatilhados.

Há escritores em sua família que possam ter te influenciado de alguma forma?

Não. Minha família nunca mostrou interesse por essa área, apesar da maioria gostar muito dos livros.

Tem algum lugar/momento preferido para escrever?

Gosto de escrever de madrugada. Prefiro o silencio completo, aquele ruído de estática que ele causa no fundo da mente, bem sutil. Mas nem sempre o cotidiano me permite ficar até as cinco da manhã acordada, então me adapto a momentos pequenos que tenho de solidão e silêncio.

Quais seus gêneros preferidos e influências literárias? 

Não tenho um gênero favorito, mas tenho os que menos me identifico. Gosto dos thrillers Psicológicos, dos livros de terror, aventura, fantasia, principalmente Vampiros! Porém, não me dou bem com livros de autoajuda e com os new adults.
Meu gênero de influência são os romances de Carlos Ruíz Zafon, que não são bem definidos por serem muito complexos e envolverem diversos gêneros. Eu me encanto pela forma como ele mistura realidade e fantasia, terror e romance. Eu simplesmente não tenho palavras para definir o que sinto com os livros dele.

Quais seus autores/obras preferidos?

Meu autor preferido é o Zafon, como cite na pergunta anterior. Creio que na atualidade ele seja a grande promessa para se tornar um clássico. Para mim, Marina, A Sombra do Vento, O Jogo do Anjo, são livros sublimes! Verdadeiras obras de arte.
Também o autor Markus Zusak, que escreveu a obra prima da minha vida: A Menina que Roubava livros, que é meu livro favorito de todos os tempos.

Fale um pouco sobre seu livro.

Meu livro é uma obra de ficção realística que conta a história de Vanessa, uma pianista brasileira residente em Londres, que tem sua carreira chegando ao ápice quando é forçada a voltar para o Brasil enfrentar seus velhos fantasmas.
O assunto central do livro é a Depressão, porém pode-se encontrar outros diversos pontos no livro, como dramas familiares intensos, música, relacionamentos. Tentei mostrar, do ponto de vista da pessoa que sofre, os pormenores intensos dessa doença da alma que é tantas vezes incompreendida.

Como foi a busca pela chance de publicação?

Foi uma busca muito intensa, ansiosa e árdua. Publicar um livro nos dias de hoje não é fácil. Algumas editoras são muito caras, outras muito seletivas, outras são os dois! Mas fiquei muito feliz quando finalmente consegui uma oportunidade, e comprovei que não, a luta pela literatura nacional não para da publicação. Todos os dia temos que trabalhar para divulgar, para encontrar novos meios, e sempre inovar nossa forma de alcançar o público.

Você fez evento de lançamento? Como foi?

Sim, eu fiz dois eventos. Um em minha cidade natal, e outro na cidade onde moro e trabalho. Em ambos os eventos tive muito apoio de amigos e familiares, e posso dizer que foi um sonho realizado. Não foi algo muito publico, assim pude compartilhar com pessoas próximas a felicidade de publicar meu livro, e recebi tanto carinho que nunca mais vou esquecer daqueles dois dias.
Realmente valeu a pena. :D


Você acompanha o surgimento de novos autores nacionais?

Sim! Procuro fazer amizade e conhecer o trabalho de vários autores. Fiz muitos amigos nesse ano de 2014, e acredito que esses autores começaram a fazer parte da minha vida agora. Estou ansiosa pela oportunidade de conhece-los na Bienal.

Qual mensagem ou dica você tem para novos autores que sonham em publicar seu livro?

Eu sempre digo que o importante é acreditar em si mesmo. E acreditar em si mesmo não é uma ideia sonhadora de quem tudo vai dar certo, cair do céu, que nada precisa mudar em você pra isso. Acredito que cada escritor tem um relacionamento com sua história, e ele tem que ser como qualquer relacionamento. É preciso trabalhar nela, melhorar, aprimorar, reescrever, amar, odiar, amar de novo e reencontrar-se com ela a cada dia.
Uma história nunca está pronta quando termina. Quando você e a história estiverem prontos, lute por ela com unhas e dentes, e não desista no primeiro obstáculo. Eles virão aos montes, mas cada um deles vai servir pra ensinar alguma coisa. Não recuse nenhum aprendizado.
O mercado literário está doido para ser conquistado.

Que livro de um novo autor você indicaria?

Indico todos os nossos autores nacionais. Proponho aos leitores que cedam um belo espaço em sua estante para nossas obras. Creio que não vão se arrepender.


A psicologia que acabou te levando a escrever ou eram duas coisas paralelas que em dado momento acabou unindo uma à outra?

Na verdade foi a todo momento. Eu comecei o livro na faculdade, e as teorias que eu estudava vinham de encontro ao que eu estava criando. Algumas ideias do livro são baseadas nas teorias de Freud e Melanie Klein, nomes da Psicanálise.

Quais seus hobbies?

Meu maior Hobbie é ler. O lugar mais habitado da minha casa é onde fica minha estante, e não consigo passar muito tempo longe dos livros. Outra coisa que gosto muito é ver séries e filmes, logo, não sou uma pessoa muito diferente. Não tenho hobbies excêntricos.

Se pudesse escolher um lugar do mundo inteiro para passar um tempo, que lugar escolheria? Por quê?

Londres!
É onde mora minha personagem, Vanessa. Tenho uma paixão especial por Londres desde menina. Um encantamento natural. Um dia vou conhecer a Inglaterra e poder imaginar de pertinho a vida da Vanessa.

Você tem animais de estimação?

Sim. Tenho uma cachorrinha de 13 anos, que eu amo de paixão. Antes, tinha 4 cachorros, mas eles ficaram velhinhos e foram indo embora pro céu dos animais... 
No fim do ano eu perdi o amor da minha vida, o Kauê. E até agora tenho dificuldades de falar sobre isso.

Tem trabalhos paralelos ou novos vindo para esse ano de 2015?

Estou com vários projetos sendo criados, e uma saga de suspense no estilo Jovem Adulto, já engatilhada pra publicar. Posto O Lago Negro no Wattpad todo domingo, e já estou com 6 mil leituras. Espero poder publicá-lo em formato físico em breve, pois estou apaixonada pela história e amando conta-la para o público da plataforma, que tem sido um amor comigo.


Essa foi mais uma de muitas entrevistas que virão. Caso seja um autor e gostaria de ser entrevistado aqui fique a vontade para entrar em contato e não esqueçam de se inscrever no canal e curtirem nossa página no facebook para ficar por dentro de tudo que postamos. Até mais!



Contatos: 


Fanpage: MeninaLibelula

Skoob: Uma canção para a libélula

Comprar: Uma canção para a libélula

11 de fevereiro de 2015

Arte Convida: Entrevista com Cinthia Freire - Um Novo Amanhecer






Boa tarde! Hoje vamos conhecer um pouco mais sobre a autora Cinthia Freira, de Um Novo Amanhecer, que está sendo publicado pela editora Novo Século através de seu selo de Novos Talentos da Literatura Brasileira. E pra variar é mais uma autora de São Paulo rs

Sem mais delongas vamos ao que realmente interessa, que é a entrevista.






Nome: Cinthia Freire


Idade:
36 anos


Cidade:
 Nascida e criada em São Paulo - SP


Formação:
Arquitetura e Urbanismo


Ocupação:
 Escritora









Como e quando começou a ler gostar de literatura?

Gosto de ler desde a época da escola, lembro do primeiro livro que li e gostei, se chama O Caso da Borboleta Artiria e fazia parte da coleção vagalume que a escola indicava para leitura obrigatória, desde então eu não parei mais de ler.


Qual seu lugar preferido para ler?

Não tenho um lugar preferido, mas adoro ler na praia.

Quando iniciou a sua vida como escritora? O que escrevia?

Comecei a minha vida de escritora a pouco tempo, uns quatro anos pra cá, sempre escrevi romances.

Há escritores ou pessoas com ligação à literatura na sua família de forma que possam ter influenciado isso na sua vida?


Na verdade eu fui incentivada pela minha sobrinha Paula Oliveira que sempre gostou de minhas histórias, hoje eu acabei incentivando ela também, e ela se tornou escritora.


Tem algum lugar/momento preferido para escrever?

Sim, pra mim é importante ter silencio, portanto a noite é meu momento preferido para escrever.

Quais seus gêneros preferidos e influências literárias? 


Romances, amo romances, trágicos, engraçados, felizes, tristes, acho que eu gosto de tudo que tenha um bom romance.
Minha influencia literária definitivamente são os livros da J. R. Ward, não pelo conteúdo, mas pela maneira como ela escreve, gosto da forma que ela faz parecer que tudo aquilo é real.


Quais seus autores/obras prediletas?

J. R. Ward – série Irmandade da adaga negra
Carina Rissi – Perdida
Sidney Sheldon – Ira dos anjos


Como foi a busca pela chance de publicação?

É um processo lento, difícil e cansativo, precisa ter foco e acreditar que sua historia vale a pena ser publicada, caso contrario você desiste.
Mas para mim valeu a pena, eu ainda me dedico muito a divulgação, porque a publicação é apenas um começo, o caminho é longo.

Você fez evento de lançamento? Como foi?


Meu livro foi lançado na bienal do livro de São Paulo, foi fantástico, os exemplares se esgotaram rapidamente e fiquei extremamente feliz e emocionada. Foi um sonho realizado. Depois tive uma noite de autógrafos em uma Saraiva aqui de São Paulo que também foi bem bacana.


Você teve apoio de amigos e familiares? 

Com toda certeza, sem eles nada disso é possível, escrever um livro é uma atividade que exige muita dedicação, amor e entrega, se o autor não tiver o apoio da família e amigos não consegue seguir até o fim.


Você acompanha o surgimento de novos autores nacionais?

Ah sim, tenho vários amigos e companheiros que conheci nessa jornada, torço e vibro com cada um deles que conseguem realizar os seus sonhos, tenho certeza que muita coisa boa ainda vai surgir.

Qual mensagem ou dica você tem para novos autores que sonham em publicar seu livro?


Em primeiro lugar nunca deixem de ler, ler é sua principal ferramenta de trabalho, mesmo que esteja escrevendo continue lendo, conhecendo novos escritores e novas obras.
Pesquise bastante, para uma boa historia tem que ter muita pesquisa, seja lá qual for o tema.
Tenha sempre leitores em que você confie para mostrar o seu trabalho, os leitores betas são fundamentais na critica do seu trabalho e ajudam a melhorar sua historia.

Que livro de um novo autor você indicaria?


Essencial da Paula Oliveira, além de ser uma garota que tá batalhando muito para a publicação do seu livro, ela assim como eu tem um amor e uma entrega a criação das suas historias que você consegue sentir nas paginas do livro.


A arquitetura de alguma forma influencia no que você se escreve, se fazendo presente de algum jeito?

Não. Eu geralmente não cito lugares em minhas historias, não foco em detalhe de lugares, e sim em sentimentos e ações, portanto o local acaba se tornando indiferente, e sendo assim não influencia em nada... por enquanto, talvez se algum dia eu colocar em pratica um dos meus projetos sobre um romance italiano ai sim com certeza ela vai dar uma ajuda sim.

Quais seus hobbies?


Ler kkkkk
Eu adoro ler, ir a praia, ver comedias românticas, visitar meus amigos, comer pizza... enfim sou uma paulista nata kkkk

Se pudesse escolher um lugar do mundo inteiro para passar um tempo, que lugar escolheria? Por quê?


Eu acho que escolheria Roma, por toda a sua carga histórica, por ser uma cidade lindíssima, sempre sonhei em conhecer Roma.
Mas se eu pudesse passar um tempo na minha cidade fictícia ao lado dos meus personagens não seria nada ruim não é mesmo kkkk

Você tem animais de estimação?


Tenho um Ilhada Apso lindo, meu companheiro de madrugada, se chama Jack e tem 11 meses de idade.


Tem trabalhado em novos projetos?

Sim, sempre! No momento eu estou postando um livro no wattpad, se chama Antes dos 20 e tem capitulo novo todas as sextas
Tenho também uma trilogia chamada Segredos, que está passando pelo processo de revisão e é meu próximo projeto, pretendo publicar o primeiro livro dessa trilogia ainda esse ano.


Compre aqui

Espero que todos tenham gostado de mais uma entrevista e fiquem a vontade para comentar, questionar inclusive me indicar novos autores que gostariam de ver sendo entrevistados aqui. Não esqueça de se inscrever no canal e curtir nossa fanpage para ficar por dentro de todas as entrevistas, resenhas e qualquer postagem do Arte Com Vida.





Contatos:


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4 de fevereiro de 2015

Arte Convida: Entrevista com Adrielli Almeida - Feita de Letra e Música





Hoje trago para vocês mais uma entrevista, dessa vez com Adrielli Almeida, autora de Feita de Letra e Música. Seu trabalho está sendo publicado pela Editora Matrix e já se encontra disponível para compra em sites como os da Livraria Travessa, Cultura e Saraiva.

Vamos então à mais uma entrevista com essa nova e jovem autora.




Nome: Adrielli Almeida

Idade: 16 anos

Cidade: Curitiba - PR

Ocupação: Estudante do último ano do ensino médio e escritora no tempo que resta. Aspirando prestar vestibular e cursar Letras ou Publicidade.












Como e quando começou sua vida como leitora?

Eu me lembro de ter cinco anos e não gostar de terminar der ler os livros que pegava emprestado na biblioteca. Então, lá pelos meus seis anos, peguei um dos melhores livros que uma criança pode ler: A Bolsa Amarela da Lygia Bojunga. Depois desse, não parei mais de ler.

Qual o seu ambiente preferido para ler? Com ou sem música? 

Com, sem, tanto faz. Quando eu gosto do livro, faço até playlist para ouvir enquanto leio. Mas também é muito bom ler sem barulho nenhum...

Quando começou a escrever? O que escrevia?

Aos oito anos e escrevia de tudo. Um quarto de hotel amaldiçoado? Bom, isso parece promissor. Uma vampira apaixonada? Também é uma ótima ideia. Mas eu nunca sentava e terminava nada. Era uma fase de testes. Mas sempre fui uma assídua rabiscadora de papéis.

Há outros escritores em sua família?

Graças a Deus, não (risos). Eles já sofrem com uma, imagine ter outros.

Quais seus gêneros preferidos e influências literárias? 

Eu leio de tudo. Tudo mesmo. Mas existem fases na minha vida. Quando era mais nova adorava Sidney Sheldon com fervor (continuo gostando), mas agora sou muito fã dos Jovens Adultos e do – antigo, porém – maravilhoso Chick-lit. E minhas influências são, justamente, todas desses gêneros: Paula Pimenta, Carina Rissi, Babi Dewet...


Algum autor/autora ou até mesmo uma obra predileta?

São muito fã da Carina! Tenho todos os livros autografados e fui aos eventos da minha cidade. Já meu livro predileto muda de tempos em tempos. No momento, eu estou vivendo uma paixão platônica com Fallen Angels – Cobiça da J. R. Ward.

Como foi a busca pela oportunidade de publicação?

Bom... Eu já tinha lançado uma fanfic ano passado; e em 2013 escrevi meu primeiro livro, um romance sobrenatural que não achou lugar no mercado. Então, as editoras sempre foram meu problema. Quinze, dezoito, vinte mil para publicar? Não é pra mim e nunca vai ser. Não julgo os autores que pagaram para terem suas obras publicadas, mas também não acredito que seja um meio justo de publicação. Até encontrar a Matrix (minha editora atual) foi uma caminhada de trancos e barrancos, com muitas perguntas de “será que eu tenho que continuar com isso?”, mas, por fim, consegui um contrato.

Houve evento de lançamento?

Vai ter! Dia 5 de março, na Livraria Curitiba do Shopping Palladium (aqui de Curitiba), às 19h30.

Você teve apoio da família e amigos?

Das amigas, com certeza. Elas sempre foram minha rocha. Minha mãe também nunca disse para eu desistir; já meu pai não aceita muito bem até hoje.


Você acompanha o surgimento de novos autores nacionais?

Eu sou uma nova autora nacional! (risos) Elas que estão me acompanhando, se parar pra pensar. Adoro a literatura brasileira contemporânea, então estou sempre acompanhando todos os novos autores, autoras, e seus livros.

Qual sua mensagem ou dica para novos autores que sonham em publicar seu livro?

Muito trabalho duro! É sério! Há dois anos atrás eu achava que ser escritora era escrever, arranjar uma editora e seus problemas estavam resolvidos! Mas não é bem assim.

Que livro de um novo autor você indicaria?

Insônia da Mari Scotti. Qualquer livro da Mari Scotti. Ela é incrível.

Você tem algum hobbie(s)?

Andar a cavalo.

Qual o seu lugar preferido para escrever?

Meu quarto. Só flui nele. Mas quando não é uma história, eu consigo escrever em qualquer lugar.

Você tem animais de estimação?

Sim! Um papagaio, um cavalo e um cachorro.

Há novos projetos nos quais esteja trabalhando no momento?

Estou trabalhando em um novo romance no momento. Mas as ideias estão sempre em movimento, então eu tenho que ser bem disciplinada (coisa que, com certeza, eu NÃO sou).

Se pudesse jantar com qualquer pessoa no mundo, quem escolheria?

(Risos) Com certeza seria Jamie Dornan. Aquele homem é indescritível.


Bom, espero que todos tenham curtido mais uma entrevista e como sempre deixarei aqui abaixo todos os contatos e links com conteúdo referente ao trabalho de Adrielli Almeida e não esqueçam de se inscrever e curtir nossa página no facebook para ficarem por dentro de todas as novidades que são postadas aqui.



Comprar: Feita de Letra e Música




Contatos e links:


Facebook da autora: Clique aqui

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Livraria Travessa: Clique aqui

Livraria Cultura: Clique aqui


28 de janeiro de 2015

Arte Convida: Entrevista com Michelle Paranhos - Ponto de Ressonância

Comprar: Ponto de Ressonância



Muito boa tarde a todos! É com imenso prazer que continuo essa semana compartilhando com vocês mais uma entrevista com uma nova autora nacional. Dessa vez Michelle Paranhos, autora de Ponto de Ressonância nos conta um pouco mais sobre ela, a publicação entre tantos outros assuntos.



Sobre a autora:



Idade: 42 anos

Cidade: Seropédica - RJ

Profissão/Ocupação: Professora aposentada com especialização na área de crianças com necessidades educacionais especiais, como dislexia e autismo. Agora também escritora.






Vamos à entrevista!

Como e quando começou sua vida como leitora?

Meu pai comprou uma coletânea de clássicos da literatura para minha irmã mais velha.Acho que foi presente de natal,já não me recordo.Eu ganhei um brinquedo-deve ter sido uma boneca- nem lembro de ter brincado com ela rsrs. Minha irmã mais velha não lê nada até hoje,e deu de bom grado todos os livros para mim;
Assim herdei quase trinta livros de uma só vez e eu tinha só seis anos!
E não eram livros infantis não. Li “Oliver twist”-chorei muito!-,e as “Odisseias“de Homero quase ao mesmo tempo que li “Ilíadas”.Eram leituras complexas, mas sempre gostei de desafios e sabe, ninguém disse que eu não conseguiria - então eu simplesmente li.
Minhas biografias preferidas são a vida de Auguste Rodin e a Madame Curie- acho que vem daí minha paixão pela pintura e a física.
Passei a paixão pela leitura para minha irmã mais nova, que também adora ler.

Quando começou a escrever? O que escrevia?

Eu escrevia redações para a escola,e o difícil era colocar meu pensamento em apenas 30 linhas-era uma tortura! rsrsr
Minha matéria preferida era literatura e biologia, e como eu fazia no antigo segundo grau curso de formação de professores à tarde, eu ficava entre o turno da manhã e da tarde ajudando o bibliotecário da escola.Era uma biblioteca pequena, mas com muitos livros bons.Só que ele adoeceu,e eu passei a ser a bibliotecária júnior, e levava minha função muito a serio,Então eu escrevia alguns sonetos inspirados em Oswald de Andrade,e Casimiro de Abreu nos cadernos da escola srsrs
Só na maturidade é que realmente passei a acreditar nisso como profissão

Há outros escritores em sua família?

Não. Infelizmente não.

Quais seus gêneros preferidos e influências literárias?

Romance, crônicas. Influência foram muitas mas cecília Meireles e Clarice Lispector, Leo Buscaglia, Lygia Bojunga

Algum autor/autora ou até mesmo uma obra predileta?

“A Bolsa amarela” de Lygia Bojunga- esse livro de literatura infanto juvenil marcou minha infância e  conseguiu de forma leve discutir os conflitos de uma criança.
Mas não tenho um autor preferido único- essa é uma pergunta difícil rsrs

Qual o seu ambiente preferido para ler? Com ou sem música?

O ambiente preferido é o mais silencioso possível.Eu sou bastante agitada,faço muitas coisas ao mesmo tempo e preciso me concentrar para ter uma leitura adequada ,observando bem a história e a mensagem que o autor quis transmitir.

Como foi a busca pela oportunidade de publicação?

Bem complicada.Levei dois anos para publicar.Até achar a editora que estou agora, a Autografia,e eles foram bastante gentis e fizeram um belo trabalho com este livro.Inclusive,a capa eles aceitaram usar um desenho que meu marido Gener Paggioli ilustrou para mim,compreendendo que era um pedido muito especial e que esse desenho tinha muito significado para a obra Ponto de Ressonância,porque a capa faz parte da trama.


Você teve apoio da família e amigos?

Meu apoio veio de onde menos imaginei- dos amigos da internet.Não que não tivesse recebido apoio de meus pais e familiares,mas penso que eles não acreditavam que aquele menina que adorava as aulas de literatura no colégio um dia ,depois de mãe,e já aposentada,ia querer publicar um livro!
Meu marido sempre me incentivou a escrever.Primeiro fiz um site na rede social facebook, comecei bem devagar,e surgiu a ideia desse livro.

Você acompanha o surgimento de novos autores nacionais?

Sempre.Inclusive ultimamente tenho lido autores muito bons,e ajuda a divulgar-com certeza a parte mais desafiadora de publicar um livro- com a revista  na qual sou colaboradora-Novos Escritores

Qual sua mensagem ou dica para novos autores que sonham em publicar seu livro?

Persistência. Você tem uma mensagem a dizer e seu objetivo é que ela atinja o maior número possível de pessoas,não é?Então ,não desista! Toda as profissões precisam de metas,objetivos claros.Sêneca,um  antigo filósofo grego,diz com propriedade:”À um navio que não sabe a que porto se dirige, nenhum vento lhe será favorável.Acredite !Tenha um objetivo e lute por ele!


Que livro de um novo autor você indicaria?

Equilíbrio- a vida não faz acordos  de Flávia Mariano


Há outro tipo de arte que você aprecie e/ou também faça?

Sou pintora de telas a óleo- minha técnica preferida.Trabalho com esculturas em Papel machê.Sou pianista clássica e estudei o equivalente ao segundo grau técnico na Escola Estadual de Música Villa - Lobos, no RJ

Você tem algum hobbie(s)?

Leio,toco flauta doce,e adoro acampar e fazer tirolesa! Sou escoteira,então meus fins de semana envolvem atividades bem interessantes, ora ativas como trilhas ecológicas,ora culturais como visitas a museus.Gosto muito de dormir em barraca sob um céu estrelado,ou fazer comida mateira na beira do rio ou cachoeira com gravetos colhidos no chão, usando técnicas de sobrevivência e respeito à natureza.

Você tem animais de estimação?

Muitos! Amo animais! Tenho gatos e cães que vivem em harmonia perfeita; foram educados assim, convivência pacífica, respeitando as diferenças, desde muito novinhos - e os maiores ensinam isso aos menores.Tanto que minha cachorrinha teve filhotes há dois meses e os gatos adultos brincam com os cãezinhos, sem ciúmes.

Qual o seu lugar preferido para escrever?

Com três filhos,não tenho um lugar preferido para escrever,tenho momentos rsrs.
Sempre que posso mantenho um caderninho e uma caneta disponível,porque nem sempre que tenho inspiração estou próxima ao meu PC. Então escrevo no ônibus em garranchos quase indecifráveis,ou em pé na fila do banco. Estou sempre atenta para coisas que eu possa usar de inspiração-uma fala solta ouvida de passagem, um objeto.

Há novos projetos nos quais esteja trabalhando no momento?

Estou trabalhando em dois livros.Um de crônicas e textos , desvendando o mundo de crianças com necessidades especiais, como elas pensam e sua forma bem particular de ver nosso estranho mundo.
O outro livro é um romance adolescente inspirado de uma forma bem interessante: fui buscar uma receita na internet, vi uma receita com um nome curioso, fui pesquisar a origem do prato; Uma coisa levou a outra e estava esboçado um romance juvenil que mistura aventura, magia e história do Brasil

Algum lugar do mundo que lhe aflore a imaginação, que gostaria de conhecer?

Fernando de Noronha porque o mar tem seus mistérios.Conhecemos o mundo,descobrimo novos planetas mas o mar nos encanta e ainda é tão pouco conhecido. Fernando de Noronha tem uma beleza encantadora,pelas fotos de amigos que já foram ou mesmo disponíveis na internet ;Mas quando eu for lá – e eu irei sim,um dia!-eu irei querer me integrar ao ambiente e ao povo local ,sem pressa. Dentro das pessoas também se esconde um universo pouco explorado.



Comprar: Ponto de Ressonância


E assim termino mais uma entrevista, espero que tenham gostado e deixo aqui abaixo todos os contatos da autora bem como qualquer página em que haja conteúdo referente ao seu trabalho e para comprar basta clicar aqui

Contatos:


Fanpage do Livro: facebook.com/Ponto-de-Ressonância/

Skoob: Skoob/Ponto-de-Ressonancia/

Email da autora: michellelouiseparanhos@gmail.com

Link para compra: Autografia/Ponto-de-Ressonância

26 de janeiro de 2015

Entrevista com LS Morgan - Desejo de Vingança



Boa tarde! Começamos essa semana trazendo uma nova entrevista com mais uma nova autora do cenário nacional, LS Morgan, de Desejos de Vingança. A autora publica seu livro através de plataformas gratuitas, a exemplo do Widbook e Wattpad.

Isso mesmo, o trabalho dela está disponível para todos, basta apenas clicar aqui e conferir.

Vamos conhecer um pouco sobre a autora e seu livro?



Sobre a autora:

Nome: LS Morgan,

Idade: 34 anos

Cidade: Nascida em Macapá - AP, atualmente vive no Rio de Janeiro.

Profissão: É advogada porém também tem formação em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela UFRJ e Direito pela UNESA.


Vamos à entrevista!

Como e quando começou sua vida como leitora?

Desde que eu respirei! Brincadeiras a parte... Sempre gostei de ler, mesmo quando não sabia ler. Conta meu pai que eu, ainda pequena, pegava os livros e me deitava de barriga no chão folheando-os, meus pais vendo aquela criança analfabeta com o livro e adulto na mão perguntava, “O que você está fazendo?” e eu com todo o orgulho “Lendo!”....

Quando começou a escrever? O que escrevia?

Comecei escrevendo poesias e alguns contos, depois textos aleatórios.

Você teve influências pessoais que te levaram a escrever quando começou, na sua família o de amigos?

Escrever meus pensamentos sempre foi um refúgio, uma válvula de escape. Sempre o fiz por vontade própria, sem influências.


Quais seus gêneros preferidos e influências literárias? 

Sempre gostei de ler tudo! Da bula de remédio aos romances de banca de jornal. Tem letrinhas e tem história? “Vambora ler!”. É claro que certos gêneros hoje me interessam mais que outros... Gosto de romance com conteúdo, suspense com inteligência...

Algum autor/autora ou até mesmo uma obra predileta?

Aí complica! Amo muitos autores e tenho vários livros “xodós”... Alguns se destacam mais porque me marcaram, como O Perfume de Patrick Süskind, O retrado de Dorian Grey de Oscar Wilde, As crônicas de Narnia de C.S. Lewis, Conversando com Deus de Neale Donald Walsch... São livros que eu lembro agora que amei ler. Mas eu gosto de muito mais que isso, amo Sidney Sheldon, Agatha Christie, Saramago, Dan Brown, Anne Rice... No ramo da poesia Fernando Pessoa, Carlos Drummond de Andrade, Lord Byron, Charles Baudelaire...


Você pensou em publicar no Widbook de início ou pensava em tentar encontrar uma editora, algo um tanto disputado hoje em dia?

Sempre pensei em publicar gratuitamente o livro e não correr atrás de Editora alguma, pois eu precisava saber se meu livro seria bem recebido. Eu sei que o ramo editorial não somente é disputado, como as Editoras estão sobrecarregadas de manuscritos. Então decidi que iria “colocar as caras” sozinha e só então correria atrás de editora. Agora estou nessa fase, de divulgação da obra. Não é hora ainda de correr atrás de editora.

Como conheceu o Widbook e Wattpad?

Eu soube que existiam plataformas onde o autor independente poderia publicar seus livros gratuitamente disponibilizando-os para leitura, então fiz uma busca no Google e encontrei o  widbook e o wattpad.

Você teve apoio da família e amigos? 

Em relação ao meu livro? Sim, tenho. Meu marido me apoia e minha família “acha legal”. Acho que só vão levar a sério se isso realmente deixar de ser um “hobby” para virar um “negócio rentável” .


Você acompanha o surgimento de novos autores nacionais? 

Alguns. Agora um pouco mais devido a estar neste meio. O Brasil tem um número enorme de autores surgindo e um público maior ainda de potencial leitores. As editoras têm que estar preparadas para isso.


Qual sua mensagem ou dica para novos autores que sonham em publicar seu livro?

Os famosos “ir”... Não desistir, persistir, insistir e acreditar em si.


Que livro de um novo autor você indicaria?

Vixe... Aí complica. Se eu citar um e não citar outro pode gerar ciúmes.. Façamos assim, eu indico que leiam tudo que faça bem, tudo que lhe traga prazer, tudo que se faça se distrair. Se jogue nos livros e não se limite!


Quais são seus hobbies? 

Ler, ver filmes e séries.

Qual o seu ambiente preferido para ler? Com ou sem música?

Para ler qualquer lugar: sofá, cama, em pé no metrô, sentada na mesa, no ponto de ônibus... Sem música.

Qual o seu lugar preferido para escrever?

Qualquer lugar... Eu prefiro sentar na mesa e escrever mas também carrego o laptop para o sofá, cama...

Você tem animais de estimação?

Meu filho tem um peixinho. Ele o chama de “Laranjinha”, eu o chamo de “Highlander”, o peixe está pra fazer 2 anos nessa casa, já passou semana sem comer e está aí, vivinho pra fazer história.

Há uma previsão de quando finalmente estará finalizado Desejo de Vingança?

Acredito que em março.


Está envolvida em novos projetos que podemos vir a conhecer no futuro? 

Tenho outros livros com bom andamento no meu computador, mas creio que vou “furar a fila” deles para poder dar continuidade ao livro DESEJO DE VINGANÇA com os outros personagens, como a história de Patrícia e Marcus e também tem a de Eduardo.





Espero que todos tenham gostado e curtido mais uma entrevista. Não deixem de conferir o trabalho da autora nos links disponíveis logo abaixo.



Contatos e Links:


Wattpad: Desejo de Vingança

Widbook: Desejo de Vingança

Facebook da Autora: LS Morgan



23 de janeiro de 2015

Arte Convida: Entrevista Paula Oliveira - Essencial



É com imenso prazer que começo essa sexta-feira trazendo mais uma entrevista para vocês. Para aqueles que gostam de um romance, apresento-vos Essencial, da autora Paula Oliveira. A jovem escritora embarcou na aventura da autopublicação e diz estar bastante satisfeita com o resultado.

Sem mais delongas vamos já conhecer mais sobre ela e seu livro, Essencial!



Nome: Paula Oliveira

Idade: 21 anos

Cidade: São Paulo - SP

Ocupação:  Atualmente dedica-se inteiramente a vida de autora enquanto almeja iniciar os estudos e carreira na área de designer gráfico

Livro: Essencial







Como e quando começou sua vida como leitora?

Minha vida como leitora começou há uns quatro anos, mais ou menos. Minha tia possuí muitos livros, e um dia quando eu estava em sua casa, gostei da capa de um deles e comecei a ler. Desde então, não parei mais.

Quando começou a escrever? O que escrevia?

Comecei a escrever há um ano e oito meses. A primeira coisa que escrevi foi um rascunho de uma ideia para um livro, que eu tinha em mente há um tempo. Essa mesma tia que me emprestou meu primeiro livro foi quem gostou do rascunho e me incentivou. Foi nele, que nasceu meu primeiro livro, o Essencial.

Você teve influências pessoais que te inspiraram a escrever quando começou, na sua família o de amigos?

Sim, essa mesma tia que citei nas outras respostas, a Cinthia Freire. Quando ela concluiu seu primeiro livro, tive inspiração para começar o meu. Meus amigos, noivo e familiares sempre me apoiaram, demonstrando sentirem orgulho do que eu faço.


Qual o seu ambiente preferido para ler? Com ou sem música? 

Um ambiente preferido é ao ar livre, com o canto dos pássaros, mas gosto de estar na minha cama. Com música e sem música, leio dos dois jeitos.

Quais são seus hobbies?

Ler, viajar e ler. Já que escrever, no momento, é minha profissão.

Você tem animais de estimação?

Sim, hoje em dia tenho apenas dois cachorros, mas já tive outros, desde periquitos a porquinhos da índia.


Quais seus gêneros preferidos e influências literárias? 

Romance. Gosto de ação e suspense, mas tem que ter romance envolvido. Carina Rissi e Samanta Holtz são duas mulheres que sei que começaram por baixo, e hoje, são essas maravilhosas escritoras. A Samanta começou como eu, independente e hoje, viaja para várias cidades com seus livros.


Algum autor/autora ou até mesmo uma obra predileta?

Um autor predileto, minha tia, a Cinthia Freire. Gosto de tudo que ela escreve, mas sou apaixonada por quase tudo que leio. Obra predileta em especial...O Essencial, meu livro (risos).

Você pensou em publicar de forma independente de início ou pensava em tentar encontrar uma editora, algo um tanto disputado hoje em dia?

Antes de chegar ao fim do meu livro, eu pensava em encontrar uma editora que não cobrasse, ou que não cobrasse muito. Mas minhas esperanças estavam se esgotando, juntamente com meu prazo de publicação que, mesmo sendo independente, coloquei um prazo em mente.

Como foi a publicação independente?

Eu costumo dizer, que a publicação independente não é difícil, ela é trabalhosa. Exige muita força de vontade e o escritor precisa ter certeza de que é isso que quer, pois irão aparecer muitos obstáculos, mas quando alcançamos o objetivo e conseguimos lançar, saber que tudo dependeu de você e não de uma editora, causa um prazer inexplicável. E ainda mais, saber que somos completamente donos da nossa obra, causa mais alegrias do que certos medos.


Você teve apoio da família e amigos?

Sempre. Desde o início, quando mostrei o rascunho, todos adoraram a ideia e me apoiaram, e “surtaram” comigo, quando os exemplares chegaram na minha casa.

Qual o seu lugar preferido para escrever?

No silêncio da madrugada, é meu lugar e horário preferido.

Você acompanha o surgimento de novos autores nacionais?

Sim, desde quando comecei a escrever, já vi muitos amigos do meu facebook, conseguirem publicar seus livros. E fico muito, muito feliz com isso.

Qual sua mensagem ou dica para novos autores que sonham em publicar seu livro?

A certeza do quer, a persistência e a coragem de encarar algo desconhecido, irão contar cem por cento nessa trajetória. Independente ou com editora, faça o que o seu coração mandar. Pense bastante e abre os olhos para tudo, desde dicas até oportunidades. Em primeiro lugar, queira divulgar sua obra, depois pense em lucros. Ah, e claro, divulgue muito, o máximo que puder. Crie páginas, grupos, sites, o que estiver ao seu alcance.


Que livro de um novo autor você indicaria?

Eu indico o livro Um Novo Amanhecer, da minha tia e nova autora Cinthia Freire. Fui a primeira a ler a obra, ainda em pdf, e afirmo ser uma história linda e muito, muito surpreendente.

Há outro tipo de arte que você aprecie e/ou também faça?

Sendo arte, aprecio quase tudo. Fotografia, música e dança, são meus preferidos, mas infelizmente não os pratico.

Para matar um pouco da curiosidade gostaria de perguntar quanto a possíveis novas obras suas, se está escrevendo ou pretende começar em breve?

Hmmm Sim... Tenho novas obras. Estou finalizando um, Jogo Proibido, tenho uma trilogia de ficção já iniciada, um livro iniciado também com uma amiga e um conto. Ou seja, de inicio, tenho mais seis histórias para serem lançadas (risos).









Ao lado uma foto do livro com os marcadores enviados juntamente pela autora. Espero que todos tenham gostado de mais uma entrevista e seguem abaixo os contatos da autora.

Contatos:


Fanpage do Livro: /livroessencial19

Facebook da Autora: /paula.oliveira.04





21 de janeiro de 2015

Entrevista com Katherine Salles - A Seguidora




Hoje trago mais uma entrevista para vocês. Dessa vez com Katherine Salles, autora de A Seguidora. Seu livro é um romance policial que foi publicado pela Editora Multifoco. Para ler uma sinopse e/ou comprar, clique aqui

Bom, vamos conhecer um pouco mais sobre a autora e sua obra!







Nome: Katherine Salles

Idade: 19 anos

Cidade: São Paulo - SP

Ocupação: Estudante de Direito

Livro: A Seguidora

Editora: Multifoco







Como e quando começou sua vida como leitora?

Minha vida como leitora começou desde que vi as letras se formando, mas o que me encantou mesmo foi um livro de poesia aos seis anos. Desde então, li de tudo, começando pela literatura brasileira clássica e indo prós clássicos britânicos, hoje estou me propondo ler contemporâneos.

Qual o seu ambiente preferido para ler? Com ou sem música? 

Leio em qualquer lugar.

Quando começou a escrever? O que escrevia?

Lembro que desde criança sonhava construir livros, sempre tive imaginação fértil. Dos onze aos treze eu desenhava croqui de moda, mas aos treze eu decidi ser escritora mesmo. Lembro que aos nove pra dez anos eu comecei a escrever uma novela e, um caderno, mas não levei adiante. Dos treze aos dezessete minha cabeça choveu de idéias, mas só as comecei a por em prática aos dezessete para os dezoito.

Você teve influências pessoais que te inspiraram a escrever quando começou, na sua família o de amigos?

Influências de pessoas lendo, mesmo, não!
Mas sempre fui, por algum motivo, cercada de livros.

Quais seus preferidos entre os temas nos diversos gêneros literários? 

Adoro livros de época, isso é fato! Os livros policiais me ganharam de um ano e pouco pra cá. Quanto aos temas, gosto dos pesados, como loucura, violência, mas devido a ressaca De escrever um livro tão forte, eu tenho preferido livros jovens e leves.

Algum autor/autora ou até mesmo uma obra predileta?

Tenho diversos autores prediletos, mas dou um carinho especial à obra do Machado de Assis e de Jane Austen, e também a lygia Fagundes Telles


Como foi a busca pela chance de publicação?

A questão da publicação foi mais simples que o pensado .
A Multifoco foi minha segunda procura e eu fiquei entre ela e uma outra editora.


Você realizou evento de lançamento?

Lançamento formal eu não tive, mas minha família fez no natal uma surpresa que me valeu por um lançamento.

Você teve apoio da família e amigos?

Na verdade, eu só contei pra minha mãe sobre o livro quando ele estava pronto, ninguém mais sabia além de mim mesma. Na costumo falar de coisas não concluídas.

Você acompanha o surgimento de novos autores nacionais?

Gosto de acompanhar o que está acontecendo, afinal é o meu universo. Mas dificilmente leio algo.

Qual sua mensagem ou dica para novos autores que sonham em publicar seu livro?

A única mensagem que deixo é "Chega de literatura industrializada " entendedores entenderão. Isso serve para mim também!

Que livro de um novo autor você indicaria?

Vou indicar uma amiga muito amável e dedicada, para valorizar o nacional. Naia Liz, é uma autora de livros de época.

Há outro tipo de arte que você aprecie e/ou também faça?

Como eu disse, já desenhei. Estou querendo voltar.

Quais são seus hobbies?

Meus únicos hobbies são ler e escrever.

Qual o seu lugar preferido para escrever?

Escrevo em qualquer lugar.

Você tem animais de estimação?

Tenho sim, uma jabota que tem quase a minha idade.

Já está trabalhando em novos títulos?

Depois de A seguidora, embarquei em quatro projetos, fora contos e um poema. Mas esse atual, o quarto livro, promete!
Aguardem que irá acontecer algo muito importante e original na literatura brasileira moderna. Dou minha palavra!




Para os interessados no trabalho, segue uma foto dos brindes que acompanham o livro quando comprado diretamente com a autora.








Venda: A Seguidora

Contatos:

Fanpage: A Seguidora

Página Literária da Autora: Chá de Letra

Link de compra: multifoco/Aseguidora

18 de janeiro de 2015

Resenha de Sombras do Medo - Camila Pelegrini (Sem Spoiler)


Venda: sombras-do-medo


Hoje trago para vocês a resenha do livro Sombras do Medo, de Camila Pelegrini. Semana passada foi postada aqui minha entrevista feita com a autora e agora é a hora de conhecer um pouco mais do trabalho dela. Para aqueles que temem spoilers digo que fiquem tranquilos pois farei essa resenha sem dar spoilers do livro.

Sobre o enredo

Antes de começar a resenha vale nos localizar dentro da história, do mundo criado por Camila. Trata-se de uma distopia onde num tempo futuro o planeta sofria cada vez mais com os desastres “naturais”, de forma que isso resultou num mundo diferente do que conhecemos hoje.

O mundo como era conhecido está completamente diferente, abalado ecologicamente e com isso os homens que detinham o poder trataram de fazer uma nova divisão na sociedade, entre singulares e ordinários.

Singulares vivem onde ainda resta o pouco de recursos naturais, cercados e protegidos por muralhas. Os ordinários, por sua vez, estão do lado de fora da muralha, nas chamadas províncias e trabalham arduamente para conseguirem água e comida, e muitos deles morreram na construção das muralhas.

Enredo e Trama

Como parte da sinopse já foi citada acima vou me especificar agora apenas no que diz respeito a trama no decorrer da história. A trama é cheia de suspense e mistérios, a nova situação mundial é apenas o enredo, a base mas a trama envolve muito mais elementos.

Dentre os elementos da trama temos o suspense, mistério, um pouco de humor, romance muito bem moderado. Não pense que só porque há um casal apaixonado em uma história que o livro será algo meloso, muito pelo contrário, em Sombras do Medo, o romance principal da história ajuda bastante na evolução dos personagens, os quais serão falados mais à frente.

Para entender um pouco mais temos que entrar no que diz respeito ao desenvolvimento da trama, que é o próximo tópico.

Desenvolvimento

A trama foi muito bem desenvolvida desde o momento em que abri a página do prólogo, que já nos deixa receosos sobre o que pode acontecer, imaginando que tipo de história que virá pela frente. O prólogo é simplesmente instigante e fomenta a vontade de começar a ler, pois ele dá uma ideia geral do que está por vir nas próximas páginas.

A medida que a leitura é iniciada fui me identificando com personagens, outros por bem, outros nem tanto. Verdade seja dita há uma quantidade razoável de personagens na história, tópico que será abordado mais à frente.

Em cada capítulo, nem que seja na última frase acontece algo que nos deixa apreensivos e pensando no que está por vir. Até o mesmo o clichê foi bem explorado pela autora, afinal ele é um recurso como qualquer outro e vale lembrar que o clichê só é clichê porque funciona, e independente disso a trama é imprevisível.

Se você é do tipo de leitor que já fica imaginando diversas coisas que podem acontecer, certamente isso não mudará com Sombras do Medo, entretanto, há muitos acontecimentos imprevisíveis ou então aqueles que você até esperava que acontecessem mas não tinha total certeza, pois havia outras coisas que também imaginava que pudessem tomar lugar além de exatamente aquele ocorrido.

Para quem gosta de romance, o livro também será uma boa leitura, uma vez que ele é bem dosado e cresce durante a história, nunca ofuscando a trama principal. Os arcos da história contribuem e muito para fazer-nos identificar com o livro.

Personagens

Os personagens são bem elaborados, tem muitas dimensões e são bem verossímeis. Tem seus momentos de fraqueza, angústia, tristeza, alegria entre outras sensações que nós mesmos sentimos. Tudo isso contribuiu para a veracidade da história e tornando-a bastante coerente de acordo com a base do enredo.

Não há conflito entre as atitudes e emoções dos personagens que possam contradizer com sua posição na trama. A autora teve uma atenção especial a esse fato. Os personagens, mesmo os não principais, tem algum papel importante, nem que seja para enaltecer a relevância de um acontecimento. Não há, a meu ver, nenhum personagem que esteja excedendo a quantidade dentro do livro.

A personagem principal bem como outros que fazem parte do seu círculo mais íntimo evoluem muito com a história, tudo de forma muito sutil e não repentina. Mesmo evoluindo tanto, eles mantem a imprevisibilidade e foram algumas as vezes em que me surpreendi com a atitude de alguns deles.

Texto

Entrando agora em um âmbito mais técnico, quero falar do texto do livro que foi algo que me chamou a atenção. O nosso grande medo quando lemos algo de um autor que não conhecemos e principalmente sendo um autor estreante é já menosprezar de vez e nem pensar na possibilidade de o livro ser muito bem escrito. Temos que lembrar que até mesmo os autores mais consagrados já foram estreantes um dia.

O livro tem uma riqueza textual suave e ao mesmo tempo nítida. A autora fez um uso inteligente de figuras de linguagem, entre elas: metáforas, ironias, sinestesias, anacoluto e anáforas.
Não se engane, não pense que isso torna o livro complexo e a leitura lenta como se fosse um livro do século XVIII, quando a linguagem era bem diferente.

Muito pelo contrário, a autora usou todos esses recursos de forma bem sutil, nos momentos exatos e pessoas que nem sabem o que são nem perceberão, ou seja não influenciará negativamente a experiência de leitura, seja você um conhecedor da língua ou não.

E venhamos e convenhamos, falar que um livro é bom e não ligar para seu texto é uma contradição. Para contar uma história através da literatura é preciso se valer de recursos que auxiliem a gerar a empatia que desejamos despertar no leitor.

Há quem desconhece esses recursos mas até mesmo esses estão sujeitos aos efeitos de um texto de qualidade. Como já foi citado anteriormente, a leitura é muito fluída, objetiva e não há palavras usadas para ocupar espaço ou “encher linguiça”.

As descrições são precisas, não longas e cansativas de forma que permitem que nossa imaginação aflore mais livremente dentro das informações dadas.

Estrutura

Toda história requer muita atenção antes e durante o processo de criação para que não haja furos, não só dentro da trama mas dentro da própria base do enredo, da realidade criada pelo autor. Além da coerência dos personagens com a trama e suas emoções e atitudes é preciso haver coerência com a realidade em que se encontram.

No caso de uma distopia, como de Sombras do Medo, é necessário ter informações suficientes e de forma bem sólida e consistente em mente, para que quando perguntas como: “Como é o mundo agora?” “O que há e o que mudou?”, possam ser respondidas rapidamente e quase que logicamente a medida que segue-se na leitura.

A impressão que me dá é que a autora tem uma boa inclinação para escrever roteiros, de forma que me parece que ela escreveu toda a história e depois organizou os fatos em capítulos, curtos e objetivos, para melhorar o suspense e o mistério da trama.

Como já citado anteriormente, em todos os capítulos há um acontecimento importante que faz a trama progredir, os arcos vão ficando cada vez mais intrigantes e todos são respondidos no momento certo.

A meu ver a autora teve uma frieza literária que aliada à técnica textual e de contar história que, no meu ponto de vista, deixaram a estrutura do livro perfeita. Após o texto, a estrutura do enredo e a relação do mesmo com a trama foi o que mais me instigou a continuar lendo.

Portanto, a história é muito bem estruturada, solta suas explicações no tempo certo e alimenta o mistério e o suspense de forma sutil. Fique tranquilo que você saberá “quem”, “quando”, “como” e “onde” até o final do livro, não reclame antes de acabar.

Não há nada no livro que tenha acontecido e não tenha relevância para o desenvolvimento da trama por menor que seja essa relevância.

Conclusão

Se você gosta de suspense, mistério, algo mais romântico, humor ou apenas procura um bom livro para ler, com toda minha confiança recomendo Sombras do Medo. Eu terminei de ler o livro em um dia, comecei e simplesmente não consegui parar de ler. Mesmo o livro não sendo enorme, não quer dizer que seria fácil de ler afinal a quantidade de páginas não tem parte no que diz respeito à qualidade e fluidez da leitura.

A autora tocou num ponto muito falado atualmente e muito polêmico que é a questão ambiental, porém a trama não se resume a isso. No início pensamos que a questão ambiental tivesse sido o estopim mas à medida que seguimos na trama vemos que há outras mensagens passadas que nos fazem ver que a questão ambiental era só a ponta do iceberg dentro da moral da história.

Comum nas distopias é a alusão, analogia, uma metáfora sádica à nossa sociedade atual, e Sombras do Medo não deixa a desejar nisso e realmente me fez pensar em várias coisas que nós, seres humanos, fazemos sem perceber e depois choramos e lamentamos pelas consequências de nossos próprios atos.

A mensagem e a moral da história são muito bonitas e universais, é um livro que qualquer um pode se identificar. Apesar de ser escrito por uma brasileira, é uma mensagem para todos que habitam nosso querido planeta.

Recomento confiantemente a leitura!


Entrevista com a autoraclique aqui

Comprar o livroclique aqui




14 de janeiro de 2015

Entrevista com Camila Pelegrini - Sombras do Medo



É com grande honra que sigo essa semana conduzindo mais uma entrevista, dessa vez com a jovem bela escritora Camila Pelegrini, autora de Sombras do Medo, um livro que me chamou a atenção logo em seu prólogo e primeiro capítulo, os quais podem ser acessados gratuitamente pela página do livro no facebook ou clicando aqui

Foi muito legal conhecer um pouco mais sobre o trabalho da Camila como também a própria e agora é hora de compartilhar com vocês esse novo nome da literatura nacional.



Sobre a Autora:


Camila Pelegrini tem 21 anos, nascida na cidade de Mogi Morim porém atualmente sua rotina dividi-se entre Santos e Mogi Guaçu, por conta dos trabalhos como Técnica Judiciária e professora de inglês e também o curso de Direito

O livro foi lançado no mês passado(dezembro) pela Editora Garcia Edizioni e já está disponível para venda no site da editora, basta apenas clicar aqui.






Como e quando começou a ser uma leitora, amante de literatura?

A primeira lembrança que eu tenho com livros remonta aos meus 6 anos. Minha mãe comprou um box (rs) com livros como O Rei Leão, Bambi, etc. Li todos inúmeras vezes e acho que nunca mais parei. As visitas semanais à biblioteca na escola sempre foram meus passeios favoritos.

Qual o seu ambiente preferido para ler? Com ou sem música? 

Meu ambiente preferido é um lugar fresco, mas leio em todo lugar, com ou sem música, com ou sem barulho, deitada ou em pé (Rs).

Quando começou a sua vida como escritora? O que escrevia?

Sempre escrevi textos acadêmicos, nunca ficção. Até que em 2013 tive a ideia do Sombras e decidi arriscar. Ainda bem que o fiz, porque me encontrei.

Qual o seu lugar preferido para escrever?

Gosto de escrever deitada no sofá da minha sala de madrugada, com os meus cachorros do lado (rs).

Quais são seus hobbies?

Ler, brincar com meus cachorros, assistir séries e ler de novo.

Há outro tipo de arte que você aprecie e/ou também faça?

Sou apaixonada por música, dança, cinema e teatro. Faço ballet e estou tentando aprender a tocar teclado, mas está indo bem devagar (Rs).

Há escritores ou pessoas com ligação à literatura na sua família de forma que possam ter influenciado isso na sua vida?

Infelizmente não.

Quais seus gêneros preferidos e influências literárias? 

Atualmente meu gênero literário favorito é ficção. Gosto muito de fantasias que envolvam algo mais profundo. Talvez por isso mesmo goste tanto de distopias e tenha decidido escrever uma. Quanto a influências... acho que tudo o que li até hoje contribuiu para a minha maneira de escrever.

Algum autor/autora ou até mesmo uma obra predileta?

Meus autores favoritos são Machado de Assis, Jorge Amado, J.K. Rowling, Eduardo Spohr, mas minhas obras prediletas são Pollyana e O Pequeno Príncipe.

Como foi a busca pela chance de publicação?

A busca pela chance de publicação começou com muita pesquisa e um certo frio na barriga. Para começar, fiz uma lista das editoras que publicavam o gênero do Sombras e das que aceitavam manuscritos de novos autores. Comecei enviando para as que aceitavam a obra por e-mail e sem o registro pronto na Biblioteca Nacional. De posse dessa lista, um colega escritor recomendou a Garcia e eu tentei, sendo aprovada (Graças a Deus). Comparei a proposta deles com outras que também havia recebido e gostei mais. Até agora, posso dizer que foi uma ótima escolha.

O Gazeta Guaçuana publicou uma matéria sobre a publicação de Sombras do Medo, como foi isso?

Fiz o evento de lançamento do Sombras na livraria Nobel da minha cidade e a jornalista da Gazeta viu fotos e se interessou. Pelo que me contou, entrou em contato com o shopping e com a livraria, mas acabou me encontrando pelo facebook. Fez o convite e realizamos a entrevista, que foi muito bacana.

Você teve apoio de amigos e familiares? 

Muito. Costumo dizer que o Sombras é tão meu quanto de certos amigos e familiares. Eles apoiaram a ideia, compraram o livro, divulgaram, ajudaram em tudo o que podiam e mais ainda. Essas pessoas têm sido incríveis e devo grande parte de tudo o que está acontecendo a eles.

Você acompanha o surgimento de novos autores nacionais?

Acompanho sim. Já lia livros nacionais, mas agora estou mais antenada nisso. Sempre que vejo alguma divulgação no facebook, por exemplo, adiciono a pessoa, curto a página do livro e aguardo a oportunidade de comprar e ler.

Que livro de um novo autor você indicaria?

A Comissão Chapeleira da Renata Ventura.

Você já está trabalhando em obras novas?

Estou escrevendo outros dois, uma fantasia medieval e um drama, ambos muito especiais, mas sem nenhuma relação com o Sombras do Medo.

Que mensagem ou dica você tem para novos autores que sonham em publicar seu livro?

Leia muito!!!  Rs. É um conselho genérico, mas que ajuda demais. Ler é a base de uma boa escrita, de uma formulação concisa das ideias. Além disso, escreva, leia e releia a sua obra, pois sempre há algo que pode ser melhorado. Pedir para que outras pessoas leiam o seu livro também é bacana, porque a sua opinião acaba ficando viciada e quem está de fora pode ser mais imparcial e crítico. E na hora de publicar, procure editoras que tenham publicações no segmento que você escreve e que apoiem o novo autor. E ah, não desista.  É o tipo de sonho complicado (infelizmente!) no nosso país, mas que pode ser alcançado com bastante esforço e dedicação.




Link para compra:garciaedizioni.com.br/sombras-do-medo


Sobre o livro:

Em um futuro pós destruição em massa, provocada pelas guerras humanas e desastres naturais - para os quais os humanos também contribuíram grandemente - o mundo é dividido em 5 grandes regiões. Em cada uma delas vivem ordinários e singulares, pessoas com ambições completamente diferentes. Estes dominam o mundo. Aqueles tentam tão somente sobreviver.

E ao viverem dessa forma, a bondade beira a extinção. O caos reina em seu lugar, despertando forças malignas que há muito esperam para serem alimentadas.

A maior guerra de todos os tempos finalmente começa e a humanidade já se encontra em desvantagem. E em meio a tanto ódio e destruição, será o amor capaz de afastar as Sombras do Medo?


Skoob: skoob.com.br/livros/sombras-do-medo

Fanpage: facebook.com/pages/Sombras-do-Medo

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