20 de fevereiro de 2015

Arte Convida: Entrevista com Juliana Daglio - Uma Canção Para a Libélula (Parte 1)





Depois de uns dias sem entrevistas, além de me desculpar pela ausência gostaria de agradecer a todos que acompanham as postagens do blogue. Hoje temos aqui a entrevista com Juliana Dalgio, autora de Uma canção para a libélula, o primeiro da trama e que está sendo publicado pela Deuses Editora.

Vamos saber um pouco mais sobre a Juliana em si, bem como sua história com a literatura entre outras coisas. Fiquem a vontade para comentarem e interagirem. Vamos à mais uma entrevista.


Sobre a autora:

Nome: Juliana Daglio

Idade: 25 anos

Cidade: Bauru, SP

Formação: Psicologia

Profissão: Psicóloga Clínica

Livro: Uma canção para a libélula

Editora: Deuses Editora






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Como e quando começou a ler gostar de literatura?

Comecei a ler aos cinco anos de idade, através de contos de fadas e livros infantis. Logo, eu entrei em contato com os livros logo que comecei a ler!

Qual seu lugar preferido para ler?

Minha cama! Adoro ler com as pernas esticadas. Hahahha
Mas se não estiver em casa, ou com o risco do sono atacar, consigo me ajustar a qualquer lugar. Até o ponto de ônibus é um bom lugar, só que sempre corro o risco de perder o meu.

Quando iniciou a sua vida como escritora? O que escrevia?

Comecei a mostrar interesse pela escrita logo na infância, mas minha primeira obra (rascunho de obra) foi na sétima série, num concurso de poesia na escola. Eu nem esperava ganhar, mas aconteceu!
Na faculdade, aos 19 anos, comecei a escrever Uma Canção para a Libélula, e essa foi minha primeira tentativa com literatura. O que deu certo! Hoje tenho esse livro publicado e já estou com outros projetos engatilhados.

Há escritores em sua família que possam ter te influenciado de alguma forma?

Não. Minha família nunca mostrou interesse por essa área, apesar da maioria gostar muito dos livros.

Tem algum lugar/momento preferido para escrever?

Gosto de escrever de madrugada. Prefiro o silencio completo, aquele ruído de estática que ele causa no fundo da mente, bem sutil. Mas nem sempre o cotidiano me permite ficar até as cinco da manhã acordada, então me adapto a momentos pequenos que tenho de solidão e silêncio.

Quais seus gêneros preferidos e influências literárias? 

Não tenho um gênero favorito, mas tenho os que menos me identifico. Gosto dos thrillers Psicológicos, dos livros de terror, aventura, fantasia, principalmente Vampiros! Porém, não me dou bem com livros de autoajuda e com os new adults.
Meu gênero de influência são os romances de Carlos Ruíz Zafon, que não são bem definidos por serem muito complexos e envolverem diversos gêneros. Eu me encanto pela forma como ele mistura realidade e fantasia, terror e romance. Eu simplesmente não tenho palavras para definir o que sinto com os livros dele.

Quais seus autores/obras preferidos?

Meu autor preferido é o Zafon, como cite na pergunta anterior. Creio que na atualidade ele seja a grande promessa para se tornar um clássico. Para mim, Marina, A Sombra do Vento, O Jogo do Anjo, são livros sublimes! Verdadeiras obras de arte.
Também o autor Markus Zusak, que escreveu a obra prima da minha vida: A Menina que Roubava livros, que é meu livro favorito de todos os tempos.

Fale um pouco sobre seu livro.

Meu livro é uma obra de ficção realística que conta a história de Vanessa, uma pianista brasileira residente em Londres, que tem sua carreira chegando ao ápice quando é forçada a voltar para o Brasil enfrentar seus velhos fantasmas.
O assunto central do livro é a Depressão, porém pode-se encontrar outros diversos pontos no livro, como dramas familiares intensos, música, relacionamentos. Tentei mostrar, do ponto de vista da pessoa que sofre, os pormenores intensos dessa doença da alma que é tantas vezes incompreendida.

Como foi a busca pela chance de publicação?

Foi uma busca muito intensa, ansiosa e árdua. Publicar um livro nos dias de hoje não é fácil. Algumas editoras são muito caras, outras muito seletivas, outras são os dois! Mas fiquei muito feliz quando finalmente consegui uma oportunidade, e comprovei que não, a luta pela literatura nacional não para da publicação. Todos os dia temos que trabalhar para divulgar, para encontrar novos meios, e sempre inovar nossa forma de alcançar o público.

Você fez evento de lançamento? Como foi?

Sim, eu fiz dois eventos. Um em minha cidade natal, e outro na cidade onde moro e trabalho. Em ambos os eventos tive muito apoio de amigos e familiares, e posso dizer que foi um sonho realizado. Não foi algo muito publico, assim pude compartilhar com pessoas próximas a felicidade de publicar meu livro, e recebi tanto carinho que nunca mais vou esquecer daqueles dois dias.
Realmente valeu a pena. :D


Você acompanha o surgimento de novos autores nacionais?

Sim! Procuro fazer amizade e conhecer o trabalho de vários autores. Fiz muitos amigos nesse ano de 2014, e acredito que esses autores começaram a fazer parte da minha vida agora. Estou ansiosa pela oportunidade de conhece-los na Bienal.

Qual mensagem ou dica você tem para novos autores que sonham em publicar seu livro?

Eu sempre digo que o importante é acreditar em si mesmo. E acreditar em si mesmo não é uma ideia sonhadora de quem tudo vai dar certo, cair do céu, que nada precisa mudar em você pra isso. Acredito que cada escritor tem um relacionamento com sua história, e ele tem que ser como qualquer relacionamento. É preciso trabalhar nela, melhorar, aprimorar, reescrever, amar, odiar, amar de novo e reencontrar-se com ela a cada dia.
Uma história nunca está pronta quando termina. Quando você e a história estiverem prontos, lute por ela com unhas e dentes, e não desista no primeiro obstáculo. Eles virão aos montes, mas cada um deles vai servir pra ensinar alguma coisa. Não recuse nenhum aprendizado.
O mercado literário está doido para ser conquistado.

Que livro de um novo autor você indicaria?

Indico todos os nossos autores nacionais. Proponho aos leitores que cedam um belo espaço em sua estante para nossas obras. Creio que não vão se arrepender.


A psicologia que acabou te levando a escrever ou eram duas coisas paralelas que em dado momento acabou unindo uma à outra?

Na verdade foi a todo momento. Eu comecei o livro na faculdade, e as teorias que eu estudava vinham de encontro ao que eu estava criando. Algumas ideias do livro são baseadas nas teorias de Freud e Melanie Klein, nomes da Psicanálise.

Quais seus hobbies?

Meu maior Hobbie é ler. O lugar mais habitado da minha casa é onde fica minha estante, e não consigo passar muito tempo longe dos livros. Outra coisa que gosto muito é ver séries e filmes, logo, não sou uma pessoa muito diferente. Não tenho hobbies excêntricos.

Se pudesse escolher um lugar do mundo inteiro para passar um tempo, que lugar escolheria? Por quê?

Londres!
É onde mora minha personagem, Vanessa. Tenho uma paixão especial por Londres desde menina. Um encantamento natural. Um dia vou conhecer a Inglaterra e poder imaginar de pertinho a vida da Vanessa.

Você tem animais de estimação?

Sim. Tenho uma cachorrinha de 13 anos, que eu amo de paixão. Antes, tinha 4 cachorros, mas eles ficaram velhinhos e foram indo embora pro céu dos animais... 
No fim do ano eu perdi o amor da minha vida, o Kauê. E até agora tenho dificuldades de falar sobre isso.

Tem trabalhos paralelos ou novos vindo para esse ano de 2015?

Estou com vários projetos sendo criados, e uma saga de suspense no estilo Jovem Adulto, já engatilhada pra publicar. Posto O Lago Negro no Wattpad todo domingo, e já estou com 6 mil leituras. Espero poder publicá-lo em formato físico em breve, pois estou apaixonada pela história e amando conta-la para o público da plataforma, que tem sido um amor comigo.


Essa foi mais uma de muitas entrevistas que virão. Caso seja um autor e gostaria de ser entrevistado aqui fique a vontade para entrar em contato e não esqueçam de se inscrever no canal e curtirem nossa página no facebook para ficar por dentro de tudo que postamos. Até mais!



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